Texto confuso de apresentação.


  Muitas coisas irritam quando falamos em orgulho nacional, ao menos será que realmente temos algo a que se orgulhar, será que somos dignos de dizer que amamos nossa pátria? Nossa história vem cunhada em farsas, ao menos sabemos quem realmente idolatramos como heróis, ao menos sabemos dar valor aos verdadeiros donos de nossas terras, ao menos sabemos admitir e reconhecer erros passado, ao menos temos um sistema politico e social que funciona muito bem, nossa educação, saúde e segurança andam muito bem, nosso transporte público é um dos mais modernos e confiáveis do mundo e por fim nosso sistema tributário não penaliza os trabalhadores e são investidos em todas essas coisas que nos orgulhamos.
  Quem dera esse fosse nosso país, sim gostaríamos de exaltar essas nossas realidade quase que utópica quando olhamos não apenas o Governo atual, mas todos aqueles que o antecederam, inclusive o Governo Militar Ditatorial que muitos fazem questão de vangloriar como sendo maravilhoso, nossa maior herança deixa pelos militares foi a enorme divida externa, sem contar que influenciou muito nossa cultura, a “paixão” pelo futebol é fruto do esquema militar de conter a população, ótimo futebol é um esporte, não deixa de ser, mas é um sonho para poucos além de que, gerou o fanatismo que causa violência, algo tão contrário a proposta do esporte. O carnaval, ah o carnaval como conhecemos hoje, mais uma forma de conter as massas que â época não tinha acesso as verdades sobre quem realmente governava o país. Um grande aliado para absoluto controle desta mesma população, as novelas, paixão nacional que perdura até os dias de hoje. Outra coisa interessante, nesse período a educação tinha melhor qualidade que a atual, incentivava-se o esporte nas escolas, mas nem tudo era ensinado, óbvio conhecimento é um gerador de revoltas.
   Nossa, mas que tudo isso tem haver com o que vivemos hoje? Simplesmente, vivemos ainda em uma ditadura, nosso maior engano é a tal da sensação de liberdade. Certo, os militares caíram a mais de vinte anos, mas o seu maior aliado continua firmemente influenciando as mentes das massas, os grandes nomes da nossa imprensa que outrora defendiam e exaltavam a Ditadura, hoje falam serem contra qualquer tipo de autoritarismo. Pegando pelo lado político, resquícios do período ditatorial, todo e qualquer partido de esquerda, por mais que se pareça com aquela famosa aliança de esquerda que dominou o país até 2002, é visto ainda como o inimigo Socialista que quer apenas acabar com o país e a ordem pública. Afinal, programas burros e mal estruturados que tentaram tiram o país da miséria, e vem conseguindo a passos curtos, maior acesso a internet, mais pessoas frequentando faculdades, tudo isso é visto como ameaça aos que controlam o poder da imprensa no nosso país, aliás, imprensa essa que passa impressão de ter mais poder que nossos governantes, vejam só o partido da estrela vermelha com seus escândalos de corrupção, mas o partido que usa o tucano azul e amarelo que tem todos seus escândalos escondidos e as acusações dadas como caluniosas naquele jornaleco do horário nobre cujo o maior efeito foi privatizar empresas estatais como se fossem sucateadas e desinteressantes, e quando foi cassado o Senador falso moralista daquele partido medíocre que mudou de nome para esconder suas falcatruas, teve apenas uma breve nota de 30 segundos nesse noticiário, o mensalão ocupava praticamente todo teu nobre horário, o mensalão do DF, pouco foi comentado, sequer foi realmente investigado.
  Enfim, como se orgulhar da nossa rica e menosprezada nação, não somos menosprezados pelo mundo, mas não aproveitamos nossas oportunidades, nossas riquezas, muito menos nossa cultura que se perdeu no tempo, futebol, carnaval como é hoje, novelas e música podre, não fazem parte da nossa cultura que é sim muito rica. Invejo os estados do sul e nordeste, menosprezados pelos estados que dizem ser “os motores da nação”, preservam muito de suas tradições e suas culturas, claro, o norte e centro-oeste também partilham desse orgulho, mas os mais mal falados são mesmo esses dois que citei primeiramente. A nossa verdadeira cultura deu seus últimos suspiros na década de 1990, onde uma “afundação” e uma “ótima publicação” escreveram um epitáfio: aqui jaz o que nos atrapalhava, a cultura, viva nossas ações, viva nosso poder, formamos opinião, ditamos tendências, e por fim trazemos os gringos para se divertirem com nosso povo burro e ganhar dinheiro, além de tudo geramos o conformismo e evitamos motins

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